terça-feira, 21 de agosto de 2007

Taberna Greenman

Continuando a série de dicas de bares e afins...

Conheci há pouco a Taberna Greenman, um simpático restaurante temático Irlandês. Com comida boa e cervejas fortes da Irlanda, o bar guarda ainda uma curiosa surpresa: ele fic anos fundos do Templo de Brigith, dedicado ao ocultismo e magia. Lá é possível encontrar cursos, massagens, produtos esotéricos e, se quiser saber sua sorte, consultar cartomantes. O local tem mesmo um clima mágico e vale uma visita.

Rua Real Grandeza, 314,Botafogo
Tel: 2527-2190
www.templodebrigith.com.br

Mofo

Ontem fui conhecer um lugar muito interessante e queria contar para vocês.
Estive no Mofo, um simpático bar no Flamengo. Lá tudo é a base de cachaça,
mas também há espaço para vodka e saquê. Recomendo fortemente que vocês experimentem
(caso ainda não conheçam) os pastéis que levam cachaça na massa. Ficam leves,
crocantes, divinos. Eu comi um de picanha maravilhoso. O preço de cada pastel
varia entre R$3,00 e R$ 5,00.
As bebidas são um capítulo à parte. Eles servem uma tábua de caipirinhas
fan-tás-ti-ca! A tábua também pode ser de caipivodka ou caipisaquê (a que
eu experimentei). Vem 7 copos de 120 ml cada nos exóticos sabores de: morango
com gengibre, uva com manjericão, fruta do conde, melancia com manjericão,
banana com canela, queijo com goiaba, abacaxi com hortelã. A de saquê custa
R$30,00, as outras são um pouco mais baratas. É um escândalo de gostoso.
Não percam!!!

Mofo - Rua Barão do Flamengo, 35 loja C
Tel: 2179-8284

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Museu da Língua Portuguesa


Estive recentemente em São Paulo e fui conhecer o Museu da Língua Portuguesa. Mesmo tendo feito faculdade de Letras e sendo amante dos livros, suspeitava de um museu sobre algo tão abstrato. Como assim um museu sobre a nossa língua? - eu me perguntava. Achava que devia ser uma chatice, muito estático. Que mente mais antiquada, não? Uma vez em São Paulo e após ouvir vários elogios ao museu, resolvi me abrir para essa experiência e fui lá. Encontrei um museu fantástico, moderno, bem resolvido. Pude assistir um filme sobre a origem da linguagem que envolveu toda a platéia e depois me deliciar com belas poesias recitadas por famosos enquanto eram projetadas no teto, num verdadeiro show de criatividade. Foi uma lição que eu já tinha esquecido: aprender português pode ser divertido. Não sei como pude esquecer isso, pois tive um excelente professor que foi o responsável direto pela escolha da minha faculdade. Ainda bem que essa memória veio à tona, pois depois disso brinquei feito criança nos computadores que mostram a origem de algumas de nossas palavras e numa espécie de mesa onde manipulamos pedaços de palavras para formar várias palavrinhas novas. Uma delícia! Cheio de atrações interativas - citei apenas algumas, entre outras tantas possibilidades - o museu me surpreendeu e conquistou. Perdi a hora lá dentro e ainda tinha uma exposição temporária sobre Clarice Lispector que não fui ver porque o museu já estava fechando e eu ainda brincava com as palavras. Prometi a mim mesma que não só voltaria como recomendaria a todos. Pelo menos a segunda promessa estou começando a cumprir!

Informações:
http://www.estacaodaluz.org.br/
Praça da Luz, s/nº
São Paulo - SP
CEP:01120-010
Telefone:
(11) 3326-0775
E-mail:
Museu@museudalinguaportuguesa.org.br
Bilheteria:
De terça a domingo, das 10h às 17h
Museu: Fecha às 18h
Não abre para visitação às segundas-feiras
Preço do ingresso
R$ 4,00 (quatro reais)
Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada
Professores da rede pública com holerith e carteira de identidade são isentos do pagamento do ingresso
Crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 são isentos do pagamento do ingresso
O ingresso só poderá ser pago em dinheiro
Não há venda antecipada de ingresso
Aos sábados a visitação ao Museu é gratuita

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

De volta das férias

Mal voltei de férias e já estou precisando de outras. Na verdade, o fato de ter que voltar já causava desânimo. Qualquer coisa causaria desânimo após uma semana no navio. É como se fosse uma semana no Big Brother. Tudo novo, espaços a explorar, amizades novas e superficiais, notícias ruins não nos alcançam, todos parecem felizes, uma ilha da fantasia. O luxo, as atrações, as paradas em cidades turísticas, a comida, tudo impressiona. O balanço do navio, que no começo causava enjôo, depois fica no nosso corpo mesmo quando estamos em terra. A tripulação, italiana, é um espetáculo a parte. E a imponência do navio é algo sempre bonito de se ver.

Mas voltei. E fico me cobrando: você tem que escrever no blog! Tudo bem, ninguém lê isso, mas sofro da ancestral culpa católica. E resolvi escrever. O navio é um bom tema, então comecei com ele. Mas já se passou um tempo e não sei como continuar. Resolvi então mudar de tema...

Na volta, ainda em clima de férias, fui ao cinema. Assisti “Volver” do Almodóvar e recomendo a todos. Fiquei com vontade de escrever sobre ele. É um filme denso, com um toque trágico, uma pitada de humor e, sobretudo, as cores da Espanha de Almodóvar. É um filme feminino, com personagens femininas, dedicado a uma trama feminina. O que não e impedimento algum para uma platéia masculina, que ri e se diverte tanto quanto nós, mulheres. Mas é diferente do último filme de Almodóvar que eu vi, o excelente “Má educação”. Nesse as relações mais íntimas são discutidas, os dramas familiares são expostos, e as mulheres revelam seu poder batalhador, seu poder de sobrevivência. As atrizes são fantásticas (destaco Penélope Cruz cantando uma música típica espanhola), os cenários alegres, os diálogos envolventes. Definitivamente é um daqueles filmes que eu gostaria de ter feito.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Foto de Marco Antônio Teixeira

Ano Novo

Esse reveillon foi diferente. Pela primeira vez em anos, não levei flores pra Iemanjá nem formulei pedido algum. Eu estava exatamente onde queria estar, na praia de Copacabana, abraçada com minha filha e simbolicamente parada de frente para 2007. Olhava para o meu futuro próximo: os transatlânticos parados na praia, ao lado das balsas de fogos. O momento em que me dei conta disso foi mágico.

Durante os meus primeiros 12 anos de vida passei o reveillon em Ipanema. Meus avós paternos moravam lá e era tradição familiar passar o Natal no Grajaú com a família de minha mãe e o Ano Novo com a família do meu pai em Ipanema. Eu adorava as duas festas, cada uma com seus sabores, cheiros e rituais. Sempre tive em mim uma incurável carência familiar, resultado de uma sucessão de filhos únicos em meu pequeno núcleo e esses momentos com casas cheias de gente me alegravam a alma. Eu me sentia parte de algo maior e gostava de ouvir outras vozes, outras histórias que também me pertenciam, embora passasse o ano todo afastada delas. Os momentos festivos foram interrompidos quando minha mãe morreu subitamente em um 24 de dezembro. Eu tinha 13 anos e não conseguia entender bem o que isso significava.

Demorei 20 anos pra retornar ao tradicional reveillon na zona sul, sob um céu de fogos maravilhosos, muito mais high tech do que os que eu me recordava. E, como tradição é tradição, passei com minha filha (única) e com parte da minha família paterna.

Eu me dei conta então que na passagem de 2006 para 2007 eu finalmente estava me sentindo pronta, resolvida. Foi como se unisse em um único momento passado, presente e futuro. O retorno aos fogos, símbolo de coisas boas que ficaram pra trás, o abraço de minha filha e o navio ao longe, onde estarei em alguns dias. Eu estava bem e apenas agradeci a Iemanjá por me proporcionar esse momento após um ano de mudanças. Por ainda me permitir sonhar, fazer graça, redescobrir e escrever.

Espero que 2007 seja melhor, claro, que seja de concretizar e que, na passagem para 2008 eu possa novamente agradecer mais do que pedir. Obrigada, Iemanjá!