segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Carnaval


Esse carnaval aproveitei para pular, descansar e ler bastante.
Como o calor era grande, durante o dia fiquei em casa lendo e fiz visitinhas familiares. De noite fui pra Lapa nos primeiros dois dias, depois quebrei meus preconceitos e fui ao Terreirão. Adorei! Amplo, tranqüilo, barato e divertido. Aproveitei o show do Toque de Arte e Arlindo Cruz, tudo de bom!
Fechei com Afroreggae na Lapa e desfile das campeãs! Nunca tinha ido ao sambódromo e fiquei fascinada. Vale à pena, embora seja cansativo. Delirei com a Grande Rio e com a campeã Unidos da Tijuca.
Sobre as leituras, aproveito para recomendar a vocês:
Brincando com Fogo, Peter Robinson – excelente policial, que prende a atenção do início ao fim.
Céu de Origamis, Luiz Alfredo Garcia Roza – para matar saudades do detetive Espinosa!
A Cabana, William P. Young – momento de reflexão do carnaval, bestseller que nos faz pensar em Deus e que recomendo, apesar de meu preconceito com bestsellers.
Caim, José Saramago – ainda não terminei esse, mas vencida a dificuldade que é ler Saramago, o livro torna-se divertido, curioso e empolgante.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aniversário


Fiz aniversário no último domingo e fiquei muito feliz.
Primeiro porque sofria de uma cisma idiota de que morreria antes de completar 37 anos. Bom, aqui estou eu - ainda - com 37 anos e alguns dias. E sem nenhuma doença aparente!!! E com vários amuletos na bolsa, que é pra não facilitar.
Segundo porque meus amigos, aqueles que eu realmente amo, apareceram para comemorar. E como foi bom! Pessoas especiais, presentes lindos, momentos mágicos.
Aliás, vou abrir um parêntesis para os presentes: nunca ganhei tantos em um aniversário... fiquei que nem criança, toda boba, colocando um a um sobre a cama e escondendo o papel debaixo da cama porque minah avó dizia que se eu fizesse isso ganharia mais presentes. Enfim, anos de papel debaixo da cama surtiram efetio! hehehehehe Minha filha comentou: que saudade da época que eu ganhava presentes dos meus amigos nas minahs festinhas. E eu disse: se serve de consolo, quando a gente vai ficando mais velho os presentes voltam. Fecha parêntesis.
Em terceiro lugar, minha enorme familia estava lá, aprticipando da comemoração.
E por fim, estou em uma fase boa, muito bem acompanhada, o que torna tudo mais bonito, não é?
Adorei meu aniversário, obrigada aos meus amigos que apareceram. E também aos que não apareceram mas ligaram, mandaram torpedos, deixaram scraps. Amo vcs!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Feliz 2010!


O Ano de Pensar
(Lya Luft)

Mudança de ano, que, com o Natal, para uns é celebração (estou desse lado), para outros, melancolia. O que nos atrapalha é que alguém inventou que temos de tomar decisões e fazer projetos para esse novo ano. São quase sempre irreais, quase sempre não cumpridos. Aí já nos frustramos neste mundo de tantas frustrações, em que a gente teria de ser bonito, saudável, competitivo e competente, bom de cama e ruim de mesa, e uma lista interminável de "ter de".
Pois eu acho que 2010 pode ser o Ano de Pensar. Bom projeto, boa intenção. Uma só, e já é bastante.Pensar: coisa que tão pouco fazemos, embora seja o que nos distingue das outras feras. Publiquei recentemente mais um livro para crianças (mas os adultos se divertem)chamado Criança Pensa. Com ele respondi, décadas depois, ao duplo lema dos adultos de um outro tempo, de que criança não pensa, criança não tem querer.
Hoje tem querer até demais, mas isso é assunto para outra crônica.
E pensar, continua pensando, apesar de todos os jogos eletrônicos e programas de computador imagináveis. Se criança pensa – e pensa lindamente, segundo descobrimos e escrevemos, um de meus filhos, professor de filosofia, e eu –, adultos teriam de pensar ainda muito mais. Porém a gente vai se enquadrando. Família, escola, sociedade e cultura, seja o que isso for, tornam-nos menos pensantes e menos questionadores. Alguns escapam dessa mordaça e desabrocham. Podem ser os menos confortáveis, mas são os que movem o mundo.
Pensar não é uma obrigação: é um direito, e deveria ser um prazer. Naquela horinha no ônibus ou no carro, andando, nadando, comendo, não fazendo nada – o que é um luxo, e nós, bobos, poucos saboreamos –, nada melhor do que deixar tudo de lado e refletir, ou deixar as idéias vagando numa atenção flutuante, como dizia Freud.
Largar mão, por alguns instantes, dos compromissos, do cansaço, da falta de tempo,
da dificuldade em ser feliz, da pouca harmonia consigo e com o mundo, das tragédias, das decepções universais ou pessoais – e dar-se o prêmio de pensar.
Para algumas pessoas, parar para pensar não é desmontar. E ficariam dispensados os dez ou doze ou três propósitos, as intenções fajutas eternamente repetidas – como as de emagrecer, romper ou melhorar o relacionamento, sair de casa, voltar a estudar, vencer na vida, ter filhos, mudar de emprego ou de parceiro, deixar de beber, de fumar, de se drogar com outras substâncias. A essência seria esta: neste ano, eu vou pensar. Em mim, na vida, nos outros, no mundo, em mil coisas ou numa coisa só – que seja realmente importante.
Pensar para ser uma pessoa mais decente;
pensar para amar mais e melhor, começando por mim mesmo;
pensar para votar com mais lucidez;
pensar no que de verdade eu quero, se é que eu quero alguma coisa – ou sou do tipo que se deixa levar por desânimo, preguiça ou desencanto?
Pensar simplesmente para criar meu mundo particular, não num ataque de loucura,
mas de criatividade. Pois o real não existe, existe o que vemos dele.
Dentro de certos limites, podemos, cada um de nós, inventar o nosso mundo:
sendo mais céticos ou mais otimistas, com aquele grãozinho de loucura necessário para que haja beleza e claridade e não vivamos numa caverna de trevas. Basta ver como pensam as crianças, ainda livres das nossas inibições.
"Fadas e anjos existem, não é?", pergunta-me uma delas. Respondo honestamente: "Para quem acredita, existem".
Acredito que, apesar de Copenhague, o mundo não vai torrar (as opiniões dos cientistas divergem), que vamos ter motivo para nos orgulhar de nossos países, que não vai mais haver tanta miséria e cinismo, que os colégios vão ensinar melhor e exigir mais em lugar de facilitar tão absurdamente e despejar tanta gente despreparada no mundo.
Sei que todos algum dia acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama.
Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada:
vale tudo menos chorar tempo demais. Pois sempre há coisas boas para pensar.
Algumas se realizam. Criança sabe disso.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Antigas revistas masculinas

Descobri um site que publica capas de revistas masculinas antigas. Achei engraçado e reproduzo algumas para vocês. O site é http://www.stagmags.com





Sol da Jamaica




Um amigo de um amigo esteve de férias na Jamaica. Voltou encantado com a beleza, mas contou um episódio. Estava ele na praia, feliz da vida com aquela água trasnparente, quando de repente veio uma chuva. Todos começaram a levantar e se preparar para ir embora, quando um dos atendentes de um restaurante próximo comentou:

- No problem, it´s liquid sunshine!!!!

Flor de Lotus


Uma bela imagem que recebi e compartilho!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lobo Bobo


O Lobo Mau resolveu contratar uma estagiária. Os requisitos eram ser bonita, gostosona e loira. O Lobo Mau conseguiu a candidata perfeita depois de eliminar vários currículos de feias qualificadas e conseguiu uma bonitona também qualificada. Estava tão feliz com a contratação que já podia sentir sua boca salivar.

A moça começou a trabalhar e se mostrou dedicada ao Lobo. O Lobo, bobo, achou que estava podendo. Foram trabalhando, ele jogando charme, ela deixando passar. Foram criando uma certa intimidade, pois o Lobo não queria que ela o visse como chefe para que pudesse se interessar por ele.

Chegado o Natal, ele comprou presente para ela. E ficou todo bobo quando ela disse que também tinha um presente pra ele! Pensou na hora: ganhei! A ceia vai ser deliciosa esse ano... Ao abrir o presente, que surpresa! Ela deu a ele um rimel transparente. Frente a sua cara de interrogação, a moça explicou: - É pra pentear suas sobrancelhas!
O Lobo tem sobrancelhas dignas de Ravengar, lembram dele? Pois é, o Lobo perdeu o rebolado e a ceia. Por via das dúvidas, guardou o presente na sua pasta. Mas está com fome até hoje...

Em homenagem a ele, completo o post com uma música que adoro:

Lobo Bobo
Leila Pinheiro
Composição: Carlos Lyra/ Ronaldo Bôscoli
Era uma vez um lobo mau
Que resolveu jantar alguém
Estava sem vintém
Mas arriscou
E logo se estrepou
Um chapeuzinho de maiô
Ouviu buzina e não parou
Mas lobo mau insiste
E faz cara de triste
Mas chapeuzinho ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que não pra lobo
Que com lobo não sai só
Lobo canta
Pede, promete tudo, até amor
E diz que fraco de lobo
É ver um chapeuzinho de maiô
Mas chapeuzinho percebeu
Que lobo mau se derreteu
Pra ver você, que lobo também
Faz papel de bobo
Só posso lhe dizer
Chapeuzinho agora traz
O lobo na coleira
Que não janta nunca mais