sexta-feira, 13 de março de 2009

Água Perrier


Hoje fui tomar um café com uma amiga chique. Na verdade, fomos comer um bolo de cenoura que vem com uma calda quentinha de chocolate, onde muitas vezes afoguei minhas mágoas. Hoje o intuito era somente nos deliciarmos com o bolo, e lá fomos nós. Quando chegamos a garçonete perguntou o que iríamos beber. Eu pedi um café, minha amiga pediu água mineral. A garçonete disse: só tem Perrier. Eu disse que não, minha amiga disse SIM!

Na mesma hora olhei pra ela com olhos arregalados. Aprendi na escola que água é inodora, incolor e insípida, então não via a necessidade de gastar R$9,40 com uma garrafinha de água. Minha amiga argumentou que Perrier era realmente maravilhosa e que eu tinha que experimentar. Acabei cedendo...

De fato ela é diferente, mais leve. Foi um bom arremate ao bolo de cenoura e ao café. Ok, amiga chique, ponto pra você!

Fui pesquisar o que há de diferente com essa água e achei o texto abaixo na wikipedia:

De acordo com a lenda, em 218 A.C., Hannibal estava viajando com seus soldados a caminho de Roma, e após cruzar a Espanha, montou acampamento em um local que posteriormente ficaria conhecido como Les Bouillens. Neste local havia uma fonte de água borbulhante que os soldados acharam particularmente refrescante. Tal fonte ficou famosa e é citada em diversos momentos ao longo da história. Em 1894 as terras onde a fonte estava localizada foram arrendadas para um médico de Nîmes, Dr. Louis Perrier, que 4 anos depois estava vendendo a água da fonte e seus benefícios numa época dominada pelo vinho.

Ah, vale registrar que fiz questão de um brinde de água Perrier. Afinal, era a minha primeira vez…

Mistérios de Sexta Feira


Como hoje é sexta feira, acordei inspirada. Ontem dormi cedo, o que contribuiu para despertar renovada. Resolvi então usar uma calcinha nova, bem bonitinha, que tem uma florzinha branca em um lacinho na lateral direita. Coloquei uma calça bonita, minha sandália recém retornada do sapateiro, que brilhava por ter sido engraxada com capricho, e uma blusa de um ombro só para agüentar o calor. Levei um blaser para ficar mais composta na empresa e coloquei um arco no cabelo. Lá fui eu! Consegui pegar um ônibus razoavelmente populado, sentei na janela e nem os vômitos da mocinha grávida a minha frente me abalaram (ela foi gentil em vomitar para fora do ônibus, sem deixar vestígios por dentro).

Cheguei ao trabalho e dei de cara com o meu chefe, que perguntou: esqueceu metade da blusa? Ok, hora de vestir o blaser...

Passei no banheiro, fiz um xixizinho básico, lavei minhas mãos e segui pra sala do chefe pra discutir um documento urgente. Conversa encerrada, ele viu algo estranho no chão. Abaixou, pegou e me perguntou se era meu. Gente, era a flor da minha calcinha! Com pode isso! A danada desocolou e caiu pela perna da minha calça justo na sala do chefe. Eu olhei pra ela, olhei pra ele e disse: não, isso não é meu; não mesmo. Ele jogou minha florzinha no lixo e eu sai cabisbaixa. Como eu ia dizer pro chefe que a florzinha era minha, sabendo de onde ela caiu? E como ela pode cair com tanta roupa por cima? Mistérios de sexta feira...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Shoeaholic


Pois é... descobri uma nova definição para mim mesma: shoeaholic. Antes me classificava simplesmente como centopéia, pois gosto tanto de sapatos que parece que tenho cem pés. Mas agora que descobri essa definição, ficou mais chique, né?

Sugiro a outras shoeaholics como eu que visitem as lojas recém inauguradas no RJ:

www.capodarte.com.br

www.santalolla.com.br

E quando estiverem em Sampa:

www.verano.com.br

www.shoestock.com.br/

Voltando para o Rio, essa já tem um tempinho mas eu a descobri recentemente:

www.megashoes.com.br/

Boas compras, depois me contem!

Fuck it list

Antes de entrar no tema propriamente, quero registrar uma reflexão sobre o jeito não linear de se navegar. Entrei no blog de uma amiga e vi uma atualização cujo titulo chamou minha atenção no blog de uma amiga da minha amiga. Uma vez lá, tinha referência a um terceiro blog, onde fui, e que me levou a um twitter. Que loucura, não? Desse twitter, vim direto pra cá, comentar no meu blog. Caminhos loucos que trilhamos na web... Ás vezes sinto falta de um pãozinho pra ir jogando pelo caminho caso eu queira voltar... O que me preocupa é que estamos criando um modelo mental totalmente não linear, e fico me perguntando qual a consequencia disso no longo prazo. Ou talvez seja só o espanto de alguém que está ficando velho, sei lá...

Vamos ao tema! Depois de tantos blogs, cheguei a uma Fuck it list. Achei a idéia curiosa! Trata-se de uma lista de coisas que você não pretende fazer antes de morrer. Em geral listamos os livros que temos que ler antes de morrer, os lugares que temos que visitar, as músicas que temos que ouvir, etc... Por isso gostei da idéia de registrar o que não queremos. Até porque, às vezes é mais fácil saber o que não queremos do que o que queremos. Decidi fazer a minha, mas deixo uma ressalva: como somos seres mutantes, reservo a mim mesma o direto de mudar de idéia com o tempo. Isto posto, segue a lista:

1. comer coisas esquisitas, tipo grilo, escorpião e demais insetos...
2. fazer esportes radicais
3. ler Paulo Coelho
4. ir a um show da Banda Kalypso
5. comprar uma papete (sabe aquele sapatinho?)
6. usar pochete (cartucheira pode....)
7. viajar sem dinheiro e me hospedar em pousadas de quinta categoria ou campings
8. virar bitolada religiosa
9. virar dançarina de axé
10. aprender a falar alemão

Acho que se pensasse mais teria muitas outras coisas a acrescentar, mas 10 fica um número bonito, né? É isso... Quem quiser conhecer a original, acesse aqui.

terça-feira, 10 de março de 2009

Cantadas


Minha amiga Fofa escreveu um post em seu blog sobre uma cantada e isso me fez recordar de várias cantadas esdrúxulas que recebi. Seguem algumas:

- Nossa, você é tão bonita! Parece um cocker spaniel
(por que esse sujeito não via pegar alguém lá na SUIPA, hein?)

Depois de um clássico, oi, tudo bem qual seu nome, o que vc faz, o nanico falou:
- Eu sou dentista. Você já pensou em usar aparelho?
(vai se #@*&%... e depois disso ele ainda queria que eu ficasse com ele... afe)

- Seu sorriso é uma delícia, que nem margarina!
(o cara até que era bonitinho, mas depois dessa...)

Tem alguns clássicos da cantada sem graça, do tipo:

Eu não te conheço de algum lugar? (pode crer que não)
Você caiu do céu... (deve ter sido de uma vassoura de bruxa)
Você vem sempre aqui? (vinha, até descobrir que vc freqüenta o lugar....)
Ta sozinha? (não, to aqui com o meu amigo imaginário, não ta vendo?)

Agora, pra saber como você está, nada como o teste da obra. É simples: coloque uma roupa justa e passe na frente de uma obra. Se você não ouvir o clássico “te chupo todinha”, se jogue na frente do primeiro carro que passar...

Para finalizar, uma dica para os homens: sejam mais criativos ou sejam simples e diretos. É melhor, viu? Mas, para amenizar, mesmo uma cantada ruim pode ser divertida. Se não melhorar a auto estima, pelo menos alimenta o blog...

Pé na Jaca


Ontem vi um programa do Marcelo Adnet que estava particularmente engraçado. O tema era o sentido de certos ditos populares. Alguns ele questionava, outros explicava de modo engraçado e para uns outros fez uma musiquinha com seu parceiro Quiabo.

Confesso que esse tema me comove. Tem umas frases que me deixam mesmo pensando: mas de onde diabos veio isso? Cheguei a comprar o livro A Casa da mãe Joana pra conhecer a origem de alguns, mas nunca consegui ler o livro todo. Uso como consulta, quando escuto um dito curioso. Alguns seguem abaixo:

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
LÁGRIMAS DE CROCODILO
É uma expressão usada para se referir ao choro fingido. O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente.
Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
TIRAR O CAVALO DA CHUVA: (esse sempre me intrigou)
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia por o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.
Hoje de manhã, conversando com uma amiga minha, veio uma nova expressão que adorei, uma versão turbinada de uma velha conhecida: enfiar o pé na jaca (que nem precisa de explicação). Minha amiga, que está de dieta e se esbaldou de bolo de chocolate com sorvete no final de semana, disse que estava usando pantufas de jaca!!! Adorei!!! Pude até visualizar essa amiga com pantufinhas de jaca de pelúcia... Muito bom, né? Como ela diz, vamukivamu!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Bip Bip


O domingo iniciou bem próximo da perfeição. Acordei tarde, tomei um café da manhã saboroso e fui à praia (de táxi) com o meu namorado (num raro domingo de folga). Alugamos barraca e cadeiras, ficamos perto de um chuveiro, aproveitamos o sol e o vento, namoramos, curtimos a paisagem da nossa bela cidade no dia do seu aniversário. Depois da praia comemos um peixe saboroso num restaurante em frente à praia e... decidimos caminhar até um bar que supostamente teria uma roda de samba badalada. Estávamos no posto 1. Pensei que não ia ser nada mal uma caminhada para fazer a digestão, embora caminhar de havaianas não seja a melhor coisa do mundo. Ainda embriagada pelo dia feliz, fui seguindo animada, mas, lá pelas tantas, fiquei que nem criança pequena: pai, ta chegando? A roda gigante, que eu avistava bem ao longe da praia, agora ficava cada vez maior. Andamos até o posto 5, nem sei qual a distância, mas aquilo acabou com o meu humor. Tudo bem, pensei, pelo menos vai ter o samba pra me animar. Quando chegamos no Bip Bip, tinha uma mesa com senhores tocando baixinho (acústico) e uma única alma assistindo. Ah, foi demais! Olhei praquilo, já sentindo dor no calcanhar, me sentindo Aquiles, e pro meu namorado que ria da minha cara e disse: agora chega, vamos pra casa! Ele aquiesceu, pegamos outro táxi e... engarrafamento na Lagoa. Afe!

Hoje me sentindo um pouco dolorida e, de cabeça fria (estou no ar condicionado, o que ajuda um pouco as coisas), chego à conclusão que preciso entrar na academia com urgência! Afinal, nem andei tanto assim, andei? Enfim, colocando na balança, o domingo foi maravilhoso. Mas que eu tenho que largar essa vida sedentária, isso tenho...